Somar partes já arredondadas
não valeUm total dividido em d partes iguais, cada uma mostrada com k casas. Arraste d e k.
Arredondar é trocar um número por outro mais curto que esteja o mais perto possível dele. A regra do “5 para cima” só decide de que lado da metade o número está — e saber até onde arredondar importa tanto quanto saber arredondar.
Por casas decimais (depois da vírgula) ou por algarismos significativos (a partir do primeiro que não é zero). A conta é feita com os algarismos, não com aproximações do computador.
2,5 está exatamente entre 2 e 3: nenhum dos dois é mais perto. A regra da escola (o 5 sobe) resolve, mas tem um defeito pequeno: em muitos arredondamentos, sobe mais vezes do que desce, e a soma dos arredondados fica um pouco maior que a soma verdadeira.
Por isso existe a regra do meio para o par (ou “arredondamento do banqueiro”): no empate exato, vai para o algarismo par. 2,5 → 2, 3,5 → 4, 4,5 → 4. Metade dos empates sobe, metade desce, e o viés some. É a regra padrão do Python, do R e da norma IEEE dos computadores — por isso round(2.5) dá 2 no Python.
Para números negativos, arredonda-se o tamanho e mantém-se o sinal: −1,25 com 1 casa vira −1,3.
Casas decimais contam a partir da vírgula. Algarismos significativos contam a partir do primeiro algarismo que não é zero — e dizem com quanta precisão o número foi medido, qualquer que seja a unidade.
Zeros à esquerda não contam: só marcam a vírgula. 2 significativos — o mesmo que 4,5 mm escrito em metros.
Zero à direita, depois da vírgula, conta: 1,20 diz que a medida é precisa até o centésimo. 3 significativos.
Zeros entre outros algarismos contam. 4 significativos.
Zeros no fim de um inteiro são ambíguos: podem ser medida ou só lugar. A notação científica resolve: 1,5 × 10³ (2 sig.) ou 1,500 × 10³ (4 sig.).
Cada arredondamento erra um pouquinho. Feito no meio da conta, o erro entra nas contas seguintes e se acumula. A regra: faça as contas com todos os algarismos e arredonde só o resultado final.
Um total dividido em d partes iguais, cada uma mostrada com k casas. Arraste d e k.
Quantas casas mostrar. Uma regra prática: médias e desvios com uma casa a mais que os dados. Se as notas são inteiras, a média 7,4 basta; 7,3846 sugere uma precisão que os dados não têm.
Valores-p muito pequenos não viram 0,000: escreve-se p < 0,001. Um valor-p nunca é exatamente zero. Veja o valor-p.
Tamanho de amostra arredonda sempre para cima. Se a fórmula pede 384,2 pessoas, entrevistam-se 385 — com 384, a margem de erro passa da desejada. É um dos poucos casos em que não se arredonda para o mais perto; veja a fórmula de Cochran.
1. Arredonde 7,846 para 1 e para 2 casas decimais.
1 casa: o algarismo cortado é 4, fica 7,8. 2 casas: o cortado é 6, sobe: 7,85.
2. Arredonde 19,97 para 1 casa decimal.
O cortado é 7: o 9 sobe para 10, e o vai-um passa pelo outro 9. Resultado: 20,0 — o zero fica, para mostrar que há uma casa.
3. Quantos algarismos significativos têm 0,0305 e 2,400?
0,0305: os zeros antes do 3 não contam, o do meio conta: 3. 2,400: os zeros depois da vírgula contam: 4.
4. A população de uma cidade é 2.483.912. Escreva com 2 algarismos significativos.
O terceiro algarismo é 8, sobe: 2.500.000, ou 2,5 milhões, ou 2,5 × 10⁶.
5. Três amigos dividem igualmente uma conta de R$ 100. Quanto paga cada um, em centavos, e por que a soma dá diferente?
100 ÷ 3 = 33,333… ≈ R$ 33,33. Três vezes isso dá R$ 99,99: falta 1 centavo, que é a soma dos três pedacinhos arredondados para baixo. Na prática, um deles paga R$ 33,34.